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izalci lucas, pré-candidato ao GDF

Izalci Lucas está confirmado na disputa ao Governo do Distrito Federal. O Senador da República é um bom nome, com uma carreira política de sucesso tendo já sido eleito deputado Distrital e Federal.

O Senador virá pela coligação PSDB-CIDADANIA. No embate com Paula Belmonte, Izalci levou a melhor.

Izalci é um dos poucos políticos de expressão com capacidade de levar a eleição para o segundo turno contra o atual governador. Tudo vai depender da capacidade política de seu grupo de aglutinar lideranças locais e cooptar votos da população.

Existe a seu favor o fato de estar numa trajetória linear na política, ou seja, nunca deixou os holofotes, sempre foi um parlamentar atuante e conhecido. Outro ponto positivo é sua estreita relação com os servidores públicos, um eleitorado de peso.

Por outro lado, o atual governador tem a máquina pública a seu favor e o DF repleto de obras visíveis e de impacto eleitoral.

Por Roner Gama

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ENTREVISTA COM O PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DO DF: CORONEL PM MORENO

O que motivou sua decisão à pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal?

CEL Moreno: A população está carente de novas opções políticas e eu venho aqui abrir portas para novos cenários na administração do DF.

O Sr se alinha com um dos pólos ideológicos que dividem o país entre esquerda e direita?

CEL Moreno: Bem, eu venho a pré – candidato ao governo local com a visão de atender aos anseios da comunidade; dar tranquilidade, transparência e segurança, bem como abrir os horizontes para os cidadãos do DF que estão cansados com políticas públicas não inclusivas

Qual será o foco de sua gestão?

CEL Moreno: Melhorar o nível da gestão e inovação dos recursos, bem como as condições de vida e trabalho das áreas da saúde, educação, segurança, mobilidade e seus eixos de transversalidade

Estamos em um momento econômico de alta de inflação por motivos diversos, combinada com a baixa empregabilidade, o que fazer para reverter esse quadro no DF?

CEL Moreno: Nesta área faremos ajustes no modelo econômico atual, visto que houve uma combinação de fatores internos e externos que impactaram a alta dos preços – vide período pandêmico; onde ocorreu uma expressiva mudança do trabalho presencial para o online, acarretando perda de postos de trabalho e empregos e; para reverter a baixa empregabilidade, faremos um programa específico em várias áreas da atividade econômica a fim de dar fluxo a essa demanda e assim oportunizar aos jovens e adultos realocação no mercado de trabalho

Qual será a metodologia de trabalho para garantir e ampliar a segurança nas cidades do DF?

CEL Moreno: A melhoria do 190, via aplicativo; ampliação do 190 tradicional com localização on line com georeferenciamento em todo o DF; prevenção criminal pelo design ambiental, o que fará reduzir o crime e o medo do crime que é a sensação de insegurança por meio de variáveis no ambiente territorial do DF

Na área de Saúde Pública, como garantir a qualidade nos serviços prestados e o atendimento amplo?

CEL Moreno: Nesta área faremos uma ampliação no atendimento primário, investimento em pessoal e equipamentos, bem como ampliação de leitos hospitalares

Na Educação Pública, tens algum projeto que motive o estudante a permanecer na Escola até o final do ensino básico?

CEL Moreno: Criação de oficinas e projetos pedagógicos de interesses dos alunos; investir em infraestrutura, equipamentos, alimentação; e também trabalhar os eixos transversais, tais: educadores sociais, escola compartilhada e ampliação de creches

Qual sua mensagem para os jovens que vão votar pela primeira vez em um pleito tão polarizado e contubardo como este de 2022?

CEL Moreno: Não se deixe levar por promessas ilusórias, programas, propostas que não atendam, verdadeiramente, aos anseios efetivos dos cidadãos do DF.

Da Redação

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DIÁRIO DE CAMPANHA. REGUFFE, O BOM MOÇO.

O Senador Reguffe (UNIÃO –DF) é um político que tem uma trajetória política interessante. Foi deputado Distrital, Deputado Federal e está Senador da República.

No entanto, apesar de ter sido um fenômeno político com um discurso baseado na ética, na defesa do dinheiro público, nos fins dos privilégios, apesar de não ter sua história maculada por escândalos, ou mesmo polêmicas, o nobre Senador parece não encantar o eleitorado para o pleito ao governo do DF.

Explico, Reguffe não é dado ao enfrentamento de ideias, ao bate boca, em polemizar. Esse defeito leva muitos eleitores a destacá-lo como um Senador distante dos grandes problemas locais e nacionais.

Em sua prestação de contas (clique aqui) apresenta diversos projetos e destinação de verbas para os serviços públicos no DF. Entre os projetos quero destacar o PL2271/202, que proíbe a saída temporária, os chamados “saidões”de presos condenados por crime hediondo. Clique aqui e veja os projetos para segurança pública.

Para conseguir ir a um segundo turno, Reguffe terá que ter capilaridade política, ou seja, precisa ter projeção principalmente nas cidades com maior eleitorado e brigar contra a máquina política do atual governador e, quem sabe, do ex-Governador Arruda.

Por outro lado, Reguffe não tem nada que o desabone no campo ético. É um parlamentar íntegro, o que vai ao encontro do eleitorado que busca fugir de políticos com histórico de ficha suja, ou que levantem alguma suspeita.

Falta ao nobre Senador mais publicidade de seus atos. Nem precisa gastar dinheiro com isso, bastaria que tivesse uma boa rede de apoio articulada, tal temos visto nos últimos anos em relação ao atual presidente. Pergunte a um eleitor das periferias menos frequentadas por políticos quem é Reguffe e terão a resposta.

Diante do exposto, o que se pode dizer do Senador Reguffe é que ele nem é “frio”, nem “quente”, é morno, é um bom moço.

Por Roner Gama e Adilson Marques

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DIÁRIO DE CAMPANHA: ARRUDA JOGOU A ISCA...

A constante presença no noticiários, e nas ruas, do ex-Governador do DF, José Roberto Arruda, amparado por um liminar concedida pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins tem deixado confuso eleitores e políticos locais. O Careca é um estrategista nato. Arruda deixou de ser apenas um nome, é hoje praticamente uma marca política.

Arruda deixou de ser um nome, é hoje praticamente uma marca política.

O Careca nunca deixou o jogo político, tanto é que conseguiu emplacar sua esposa, Flávia Arruda, como Deputada Federal e ministra de Estado do atual governo federal.

Hoje, saiu uma pesquisa realizada pelo Instituto Quaest em que o Careca aparece no encalce do atual Governador do DF, Ibaneiz.

Mas será mesmo que Arruda vem candidato ao governo do DF?

Arruda jogou a isca. A estratégia nada mais é do que mostrar que tem potencial de voto, de dar um recado indireto aos presidenciáveis, e , de quebra fazer com que o Governador Ibaneiz faça algum movimento no tabuleiro, o que de fato aconteceu.

Ibaneiz, foi o que primeiro mordeu a isca. Já articulou com Celina Leão para sua vice, e a ex Ministra Damares com concorrente ao Senado Federal pelo DF.

Agora, aguardemos os tubarões: Bolsonaro e Lula. Ao que tudo indica, o Presidente Jair Bolsarano deve mesmo apoiar o atual governador do DF, não por afinidade ideológica ou coisa semelhante, será mais por necessidade política. Se de fato isso acontecer, Arruda poderá tomar a decisão de não sair candidato ao GDF, quem sabe saia candidato à Câmara Federal, e garantir a eleição de Flávia Arruda ao Senado, o que está fácil, haja vista a inexpressividade política de Damares no DF.

O ex-Governador ainda espera que outras peixes mordam sua isca. Ainda tem adversários políticos locais e nacionais que podem de alguma forma conseguir derrubar sua liminar.

Arruda jogou a isca, em alguns dias saberemos quais os rumos que tomará em relação à sua jornada de volta ao jogo político local. O tempo é seu aliado, política se faz com estratégia. O Careca tem tempo e um cenário favorável.

E quanto ao apoio do PT de Lula ao ex-Governador? Não acredito que Arruda, ou o próprio PT, queiram alinhavar tal acordo. É sabido nos bastidores que o PT nacional se empenhou na tragédia política que se abateu sobre o Careca em 2009.

Por Roner Gama- Editor do Blog, licenciado em Letras Português/Inglês, Graduando em Direito, Especialista em Revisão Textual e Análise Criminal. Servidor público Aposentado.

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GESARA: O BESTEIROL DA DESINFORMAÇÃO

Desde janeiro tenho ouvido falar através de alguns amigos, pessoas com formação acadêmica e já senhores de meia-idade, acerca de um novo sistema, sistema quântico (?) segundo eles, chamado GESARA/NESARA.

Segundo os indoutos amigos, esse sistema agregaria todo o sistema financeiro mundial. Afirmam inclusive o PIX surgiu em decorrência do GESARA.

Curioso, fui buscar informações. Não encontrei nada em língua portuguesa. Pesquisei no google acadêmico, afinal, se é um sistema de alta tecnologia deveria existir estudos sobre o assunto. Nada.

Assistir, ainda, alguns vídeos, todos ligados a religiosos evangélicos e afins. Nenhuma informação relevante, apenas uma mistureba de informações que se chocam: Rede Star link (aquela do Ellon Musk) sistema quântico (ninguém explica o que é isso); Donald Trump como o grande quântico (kkkk); sistema descentralizado (o BTC já é descentralizado); Paymaster (nada mais do que aquele que fará pagamentos...para quem?), enfim, nada de relevante, nenhuma informação técnica, científica. Somente bobagens religiosas, espirituais e autoajuda.

Na minha busca consegui encontrar uma notícia no USA TODAY. Tradução livre: "À medida que a desinformação continua afetando a política americana, uma antiga teoria da conspiração começou a circular online. 'Quantos de vocês NÃO estão apresentando uma declaração de imposto desde que a NESARA foi instituída na semana passada?' lê um post de 4 de abril no Facebook. NESARA significa a Lei Nacional de Estabilização e Recuperação Econômica, um conjunto de propostas econômicas desenvolvidas na década de 1990. Eles nunca foram apresentados ao Congresso. Ainda assim, a sigla tem sido objeto de teorias da conspiração desde o início dos anos 2000, quando o blogueiro Shaini Goodwin afirmou que a lei havia sido aprovada e que o então presidente George W. Bush e a Suprema Corte a suprimiram."

O mais incrível é que as pessoas que divulgam esse tipo de informação, e aquelas que acreditam nesse tipo de informação, não conseguem fazer a confrontação técnica. Por exemplo: Por que tal sistema seria implementado em lugar do já estabelecido SWIFT, IBAN, MT etc.? O que é um sistema quântico? Em que lugares esse tal sistema quântico já funciona? Quais bancos utilizam o sistema quântico? São perguntas que jamais serão respondidas.

E, ainda mais, alguns ainda dizem que tal sistema vai unificar as moedas mundiais e que tais moedas terão o mesmo valor. Deve-se ressaltar valor de uma moeda em relação a outra pode até ter paridade durante algum tempo, tal qual aconteceu no Brasil no início do plano real. No entanto, diversas variáveis acabam levando ao câmbio livre, entre eles o déficit público, balança comercial, dimensões do mercado interno, concorrência etc.

Outra informação decorrente do tal Gesara/Nesara é que o ouro será o lastro das moedas mundiais (tal lastro ouro foi extinto na década de 70, sendo substituído pelas Reservas Internacionais., pesquisem no Sr Google: Reservas Internacionais).

Então, observem que a desinformação, aliada à falta de habilidade para buscar a veracidade das informações, o desespero individual e coletivo para solução de seus problemas imediatos, existenciais e outros, levam as pessoas a acreditarem nessas aberrações informacionais. Vivemos em uma época complicada, a fragilidade emocional e a falta de perspectivas no horizonte tornam as pessoas suscetíveis a acreditarem piamente nessas (des)informações.

Por Roner Gama

Licenciado em Letras Português/Inglês; Graduando em Direito. Especialista em Análise Criminal e Revisão Textual.

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O ERRO DO HUMANISMO DOUTRINÁRIO. Por Paulo Delgado*

Raça, sexo, língua, religião, nacionalismo, democracia e fanatismo de todo tipo tomaram conta das discussões mundiais e entupiram os meios de comunicação de conceitos particulares, próprios de seus formuladores. O humanismo se politizou de forma doutrinária e fantasiada de evolução, fazendo mal à convivência humana. Uma onda de classificação por etiqueta, perfil e comportamento, para fazer do direito a diferença uma diferença de direito. Um culto ao eu-particular-e-único, que estimula mágoa, leva ao abuso de confissões, o desnudar-se todo, definindo a identidade específica como caminho para a redenção. A sociedade da reclamação está doente e não fala mais em progresso para todos. Só fala de si mesma.

Desde que os cientistas da Universidade de Nottinghan, na Inglaterra, criaram um útero artificial capaz de desenvolver um embrião fora da barriga da mãe, a sexualidade começou a perder prestígio como anatomia e um ato de amor. Separando a procriação e a distinção biológica dos papéis desempenhados por homens e mulheres, vem aí um mundo diferente e pior. As derivas no conceito de família começam a rodar a cabeça dos casais quando se tornou possível acompanhar, com especial curiosidade, a formação do corpo e da cabeça do bebê. Os pais não deram mais folga à sua ansiedade, interessados em entender essa habilidade humana fantástica em se autoformar e nascer sem defeito. Se tudo der “certo” para a ciência da inseminação artificial “in vitro”, o desejo de ter filhos, de quem assim o desejar, não precisará mais recorrer a uma mulher, nem se interessar em saber quem é o homem.

A descoberta das técnicas de fertilização “in vitro” tornaram o ser humano um detalhe na fecundação, facilitando a ambição de uma ciência que se prepara para oferecer ao mundo o principal passo para a medicalização da vida. Quem não dá valor à família prepare-se apara viver num mundo sem parentes. Quem vê a vida como busca da alegria e da felicidade prepare-se para o pior. As maternidades industriais do futuro, que cuidarão da reprodução assistida, poderão receber encomendas de pessoas. Será possível planejar e rejeitar crianças. E tal submissão da ciência ao arbítrio dará a perversos o poder de fazer fanáticos.

Sabemos que a sociedade se agrupa em torno de valores, autênticos ou deteriorados, e embaralha suas ilusões e sonhos, quando não sabe mais distinguir um do outro.

A doutrinação política gosta de certezas e tem pouca vocação para a dúvida. Quem só fala depois de saber o que a opinião pública e grupos querem ouvir não tem necessidade da inteligência e discernimento. Melhor ser papagaio. O silêncio da maioria é defesa para ficar acima da confusão sem fazer parte da controvérsia. A política, como uma atividade mundial, vale-se da publicidade para esconder as verdadeiras ideias, algumas da aparência medonha, como se vê nas razões de Putin e durante a eleição francesa. Logro, é o que se vê na grande e na pequena política de personagens capazes de ter opinião sobre tudo, sem o risco de desvendarem a verdadeira representação que têm de si. Capazes de se autoproclamarem profetas para infligir à sociedade valores sobre os quais não existe nenhuma certeza e que não deveriam ser tratados com hostilidade, rótulos, preconceitos e baixa estima.

Branquitude, brancofilia; negrofilia, negrofobia; masculinista, feminista; estrangeiro, nacional; libertário, liberticida, direitista, esquerdista, etc, etc, são pólos aparentemente antagônicos de uma sociedade dedicada à colonização dos egos, pela rotulação da individualidade. Todas estas distinções e dissociações parecem mais uma lenda vasta e obscura plantada pelo doutrinarismo político identitário na cabeça das pessoas, do que fruto real da história da vida humana. Parecem luz, esclarecimento, clareza. São mais trevas, sombra, escuridão.

Quem não aderir ao conceito preconcebido de direito especial para grupos e pessoas, próprio da política doutrinária, logo é rechaçado, ofendido, rotulado. A história das mentalidades, do cotidiano, da vida vivida pelo prazer da vida, da cooperação na luta contra o sofrimento, da solidariedade, acaba sendo achincalhado pelo doutrinarismo fanático incapaz de ver o que existe além do que é moda.

A história dos direitos civis e da evolução da vida democrática não convive com supremacismos ou com qualquer teoria de substituição de um povo por outro. Estar aberto a novas políticas sociais, a maior integração de todos à sociedade, exige um tom mais adequado, não sectário, sem usar insulto ou xingamento como argumento. Democracia é tirar a maldade da linguagem e pôr um freio na manipulação da identidade do outro.

*Paulo Delgado – Sociólogo.

Publicado no CB de 24 de abril de 2022, p.9; Caderno Mundo.

email: [email protected]

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Artigo: O MANDADO DE SEGURANÇA E SUA APLICAÇÃO AOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Direito Constitucional;

Autores: Roner S Gama; Joseny Lopes e Carlos Teles

RESUMO

O mandado de segurança, tido como remédio constitucional, é por excelência uma criação do ordenamento jurídico constitucional brasileiro. Dessa forma, tem-se por objetivo neste artigo analisar se como o referido remédio constitucional se aplica aos direitos e garantias fundamentais. O delimitador do conceito do mandamus são os adjetivos “liquido” e “certo”, expressões objetivam o mandado de segurança evitando extrapolações interpretativas que possam esvaziar sua finalidade precípua que é de oferecer segurança jurídica. O MS tem, então, a configuração de salvaguarda de um direito, ou direitos, que possam estar sendo ameaçados por autoridade pública. Assim, a noção de direito líquido e certo ajusta-se, em seu específico sentido jurídico, ao conceito de situação que deriva de fato certo, vale dizer, de fato passível de comprovação documental imediata e inequívoca. Por seu delineamento conceitual, adéqua-se perfeitamente à defesa dos direitos e garantias fundamentais

Disponível em: < Direito Constitucional>;

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A era do barulho permanente. Por Fábio Vasconcellos

As plataformas digitais têm permitido que os cidadãos busquem fontes de maior consonância com as suas opiniões, caso do efeito bolha ideológica.

Imagine que você more num condomínio em que não é mais possível punir ou expulsar aquele vizinho que gosta de fazer barulho em horários impróprios. Pior. Ele não se intimida com os pedidos e reclamações e, em algumas situações, consegue até arregimentar mais gente, dando maior escala aos ruídos que tanto incomodam o condomínio. Pode parecer estranha, mas essa imagem ajuda a ilustrar uma característica da formação da opinião pública no atual contexto. As fases de silenciamento se tornaram mais escassas, e há poucas chances de que pensamentos considerados até então destoantes não sejam vistos e compartilhados. Estamos na fase do barulho permanente.

Proposta na década de 70 do século passado pela cientista Elisabeth Noelle-Neumann, a Teoria da Espiral do Silêncio defende que discursos ou visões destoantes tendiam a perder espaço na opinião pública, em razão de uma característica da vida em sociedade. Queremos evitar o isolamento social ou psicológico e, dessa maneira, “monitoramos” o clima de opinião predominante nos veículos de comunicação para inferir que ideias são mais aceitas. Se identificamos que temos posição aparentemente divergente da “maioria”, tendemos a mudar de opinião ou a nos silenciarmos.

Para Noelle, os meios de comunicação jogam papel relevante na produção de certo clima de opinião por duas razões: estabelecem consonância (similaridade entre os veículos na escolha dos temas e percepções sobre os temas) e acumulação (frequência dos temas e percepções). No momento em que desenvolveu a Teoria da Espiral do Silêncio, Noelle tinha um ambiente de comunicação em que o jornal impresso, o rádio e, em menor grau, a televisão predominavam.

No ambiente da comunicação contemporânea, mudanças significativas nos provocam a repensar a tese do silenciamento. A proliferação de fontes de informação reduziu o efeito da consonância. Embora ela possa continuar existindo entre veículos e marcas tradicionais, há uma infinidade de fontes e opiniões divergentes no ambiente digital. As plataformas digitais têm permitido que os cidadãos busquem fontes de maior consonância com as suas opiniões, caso do efeito bolha ideológica. Adicione mais uma característica. No atual contexto, os indivíduos têm meios e são encorajados a expressar suas opiniões (anonimato, likes, compartilhamentos etc.), limitando os efeitos do silenciamento das ideias e opiniões políticas. Não é preciso mais silenciar-se, basta encontrar o próprio grupo e permanecer ativos nas redes.

Essas características sugerem como a noção de clima de opinião, a percepção média dos temas, é hoje mais complexa e de difícil apreensão. Talvez fosse necessário falar de climas de opiniões. Os grupos que buscavam adaptar suas ideias (mudando de opinião ou silenciando) podem hoje manter suas atitudes, localizar seus iguais e evitar a percepção de que estão isolados. Nesse contexto, há menos chance de silenciamento.

Se esse ambiente oferece um ganho do ponto de vista democrático , na medida em que permite que novas vozes possam fazer parte do debate público, denunciando racismo, homofobia etc., por outro lado traz o risco de permanência de discursos radicais e, o que é pior, de que esses grupos conquistem adeptos, mobilizando contingentes a favor de agendas que afrontam a própria democracia. Esse é um desafio para países como o Brasil, em que grupos numericamente minoritários perceberam que podem conquistar ou manter apoio pela via da radicalização e da intolerância.

Fábio Vasconcellos é cientista político, jornalista e professor da ESPM-RJ e Uerj.

Texto publicado no jornal O Globo de 4 de janeiro de 2022;

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EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CF/88

Artigo: Direito Constitucional

Autores: Roner S Gama; Joseny Lopes;

RESUMO

O presente artigo tem por objetivo geral analisar as características dos direitos fundamentais inscritos na Carta Magna de 1988 a partir de uma avaliação pretérita de nossas constituições a partir da carta de 1824. Deve-se considerar ainda que a Constituição, como lei geral e que rege a legislação infraconstitucional, sofre influências do momento político-histórico em que se originou. Por fim, pode-se afirmar, sem sombras de erros, que a atual constituição abarca de forma ampla e segura se não todos, mas os principais direitos fundamentais e sociais caracterizando, assim, uma miríade de protetiva e, ao mesmo, tempo, impeditiva de abusos estatais sobre a sociedade. Por constituição cidadã, entende-se um escopo jurídico de princípios de pronto emprego, imperativo e norteador do legislador e dos atos do executivo e do próprio judiciário de maneira que a condução das políticas públicas e criação de normas não atente de nenhuma maneira contra a obras constitucional, fruto de um legado histórico, político e social da nação brasileira.

Palavras-chave: Direito Constitucional. Direitos Fundamentais.

Disponível em: < Direito Constitucional >

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Orçamento secreto e bem escondido nas algibeiras

Fonte: Zé Dassilva

Não se engane o leitor e eleitor: tudo que venha ser carimbado com a expressão “secreto” na vida pública ou está eivado de crimes de toda ordem e não pode ser publicizado sob pena de comprometer os envolvidos, ou não presta e pode arruinar, ainda mais, o pobre do cidadão contribuinte. Essa parece ser uma regra sem exceções.

Burlá-la significa padecer. A primeira vez que se ouviu a expressão “emendas secretas” ou, burocraticamente, RP9, todos aquelas pessoas que prestam um pouco de atenção sobre os acontecimentos de nossa triste República, não tiveram dúvidas: aí estava mais uma maracutaia patrocinada, sempre na calada da noite e em convescotes, por nossos ladinos representantes políticos.

Aliás, a própria eleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, um nome que trazia em sua bagagem curricular uma capivara invejável e que foi sagrado vencedor sob uma avalanche de denúncias de compras de votos e consciências, prenunciava que os dias que viriam no comando do Legislativo em nada agradariam os brasileiros que prezam pela ética na coisa pública.

Deu no que deu. E dará no que dará. Depois de arruinar a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros cometimentos erráticos, a atual Mesa da Câmara Baixa pressionou o governo pelos aumentos tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral, obtendo êxito parcial, mesmo ante os gravíssimos problemas enfrentados pela nação, castigada pelo desemprego recorde, inflação e queda no Produto Interno Bruto (PIB).

Tudo isso depois de uma pandemia avassaladora que dizimou mais de meio bilhão de cidadãos. Insatisfeito com a política de terra arrasada ou blitzkrieg, patrocinada por grande parte dos políticos, tanto da oposição quanto do Centrão, dentro daquelas manobras malandras que lhes são peculiares, resolveram promover as tais emendas de relator, conhecidas como orçamento secreto.

A coisa virou escândalo somente depois que a notícia chegou aos ouvidos dos brasileiros, graças ao trabalho investigativo de uma parte da imprensa que não é bem-vinda pela elite política. Até então, tudo corria como o planejado por debaixo dos panos. Com a porta arrombada, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Tribunal de Contas da União (TCU), que nunca sabem de nada ou fingem não saber, tiveram, supostamente a contragosto, que entrar em cena, exigindo medidas de correção.

Nos bastidores, sabia-se que boa parte dos R$ 17 bilhões, escoados secretamente, estavam lavados e branqueados em mãos de alguns deputados que, simplesmente, embolsaram a fortuna para engordar o próprio patrimônio.

Um desses traquinas foi flagrado, inclusive, pela Polícia Federal, contando maços de dinheiro em seu bunker no Maranhão. Dinheiro, advinha de onde? O pior é constatar que nesse tipo de tramóia, num país decente, seria suficiente levar todos os envolvidos para detrás das grades. Aqui, ainda é apoiado por boa parte dos parlamentares nas duas Casas.

Mais tenebroso é constatar que, entre esses embusteiros, muitos são da atual base política do governo, comungando, inclusive, na mesma legenda, à qual o presidente aderiu recentemente. Para espanto de todos, menos daqueles que estão atolados nessas trapaças, o dito deputado, flagrado contando a dinheirama desviada da saúde de seu Estado, ainda tem a cara dura de se apresentar como pré-candidato ao governo do Maranhão, contanto, inclusive, com o apoio do chefe do Executivo. Estamos em maus lençóis ou algo pior.

CB, 5 de dezembro de 2021, caderno Opinião, p.13. Coluna Visto, lido e ouvido. Por Circe Cunha// [email protected]

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SÁUVAS E O PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO

Esse tal de presidencialismo de coalizão, termo trazido há mais de 30 anos à realidade do Brasil com a obra, de mesmo nome, escrita pelo sociólogo Sérgio Abranches, vai, a cada governo e a cada legislatura que chega, adquirindo uma versão própria, porém,sempre mais nefasta que a anterior, tornando débil nossa democracia, graça a um processo indecente de apropriação do Estado pelas elites políticas.

Em toda e qualquer lista dos principais problemas nacionais que seja elaborada, contendo as causas principais de nossas seguidas crises institucionais, deverá constar o presidencialismo de coalizão. E por uma razão simples e que remonta ao período da redemocratização do país: o açambarcamento da máquina do Estado por parte das lideranças dos principais partidos, em nome de algo vago como apoio, é , em suma o principal objetivo de nove em cada 10 legendas partidárias com assento no Congresso.

Não há, como em outros países, um ideário de Estado a ser implementado ou discutido em nome da nação, mas uma ideia precisa e argentária das protencialidades práticas que cada apoio imediato representa e pode render. Fosse visto ou interpretado comme it faut, pela letra fria da lei, sob a tenência de juízes realmente probos, o mecanismo perverso do presidencialismo de coalizão seria facilmente considerado em nossa legislação um crime capaz de perfazer todo o Código Penal, incluindo, além do próprio e de A a Z, os códigos civil e de Defesa do Consumidor, resvalando, ainda para a antiga Lei de Segurança Nacional, já revogada.

Um bom magistrado, capaz de enxergar no mecanismo do presidencialismo de coalizão um atentado múltiplo à democracia, ao Estado e à nação, facilmente encontraria respaldo legal para condenar esses meliantes políticos, que fazem de representação um meio para enriquecimento ilícito a penas de reclusão superiores a um século.

O abalo reiterado à harmonia e ao equilíbrio institucional vindo por esse mecanismo que, nas últimas décadas, tem trazido prejuízos incalculáveis ao país e à sociedade, e sobrevive não apenas pela desfaçatez como é encarado pelas elites políticas, com beneplácito do judiciário, mas, sobretudo, porque é azeitado , centavo por centavo , por uma das mais altas cargas tributárias do planeta. É esse o combustível principal que permite a perpetuação desse modelo gerador de corrupção, clientelismo, politização judicial e de seu oposto, representado pela judicialização da política.

A exacerbação dessa mecânica, como temos assistido com as exigências de fundos astronômicos partidários e eleitorais e com as emendas do relator, dentro do chamado RP9 ou emendas secretas, dá um tom desse que é o mais daninho dos modelos, responsável pela dilapidação do Estado e de sua democracia, com conseqüências diretas na inflação, no desemprego , na fome , na violência, na mortandade da população sem atendimento médico e em uma infinidade de outras pragas a correr o país pelas beiradas.

Vale aqui o que foi dito com relação às saúvas: ou o Brasil, no caso os brasileiros, acaba com o presidencialismo de coalização, ou ele acaba com o Brasil.

Publicado no CB de 27 de novembro de 2021, Caderno Opinião, coluna “Visto, lido e ouvido”, p.11. Por Circe Cunha.

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INÁCIO, UM FOGO DE PALHA.

Por Circe Cunha (interina)

Lula é presa fácil de seu subconsciente, abarrotado com as ações ilegais e sem ética que tem praticado ao longo de toda sua vida.

A essa altura dos acontecimentos já ficou demasiado provado, para o cidadão atento, que Lula está passando dos limites como cidadão brasileiro e ex-presidente. Parece que uma espécie de compulsão o faz ignorar os meios para alcançar os fins tornando a vida dos que o cercam um show de horrores.

Alçado ao poder então, livre da cadeia, a capacidade de desequilibrar a harmonia entre as pessoas ganha ainda um imenso potencial capaz de causar danos irreparáveis e em larga escala. Já se sabe que as pontes que constroem são para benefício do partido. As outras, prefere dinamitá-las, rompendo laços e acordos de modo abrupto e sem remorsos.

Lula é ainda o mais preparado nas artes da engabelação, conduzindo o interlocutor pelo labiríntico caminho do circunlóquio político e demagógico, com o qual hipnotiza o ouvinte, fazendo-o ouvir melodiosas cantilenas, quando, na verdade, o que está produzindo são estampidos do bater de panelas.

Palavras que vêm de um torneiro mecânico admirado pelo o que os interlocutores se enxergam nele, e não pelo o que realmente Lula é.

Uma sereia fora de forma a atrair incautos marinheiros de primeira viagem com seus sibilos falsos. Com isso, toda a atenção deve ser tomada quanto ao que diz e, principalmente, ao que pretende fazer. E por que isso? Porque, no fazer, o que anseia em segredo é construir abrigo e proteção apenas para si e para os seus. Como prestidigitador nas estripulias políticas, arrasta multidões de cegos, surdos e desesperados por onde passam. A todos e a todo tempo pode usar dessa expertise marota. Exceto quando se posta diante do próprio subconsciente.

O deus onipresente, com seu imenso dedo indicador apontado em sua direção. Desse protagonista fantasma de nossas vidas, a ninguém é dado o poder de fugir, escondendo-se. É como um cachorro que tenta escapar do próprio rabo, correndo. Portanto, diante desses personagens ou bruxos que têm transformado nossas vidas em pesadelo, é preciso estar atento as entrelinhas do que afirmam. Sobretudo aos atos falhos, porque eles parecem abrir uma ligação momentânea com o subconsciente desses maestros da tapeação.

Dias atrás, em discurso perante o Parlamento Europeu, em Bruxelas, nome esse que significa “aldeia do pântano”, Lula declarou, ipsis litteris: “O Bolsonaro não entende absolutamente de nada, a não ser de falar bobagem, a não ser de fazer fakenews e a não ser de tentar destruir aquilo que nós destruímos. No seu íntimo, Lula é presa fácil de seu subconsciente, abarrotado com as ações ilegais e sem ética que tem praticado ao longo de toda sua vida. São muitos containers entulhados de aldrabices, dentro daquele cérebro miúdo. Ele, no caso o seu subconsciente, sabe o que foi feito e de que modo. Mesmo para a alma mais honesta desse país, verdades inconvenientes sempre vêm à tona.

De fato, muito mais do que poderia o próprio Freud explicar, os atos falhos, comuns em Lula, revelam quem é de fato esse personagem “macunaímico” de nossa vida nacional. Conhecendo mais de perto sua vida privada, se é que político tem vida privada, dá para entender que, por detrás do que explicita em frases soltas por aí, se esconde um indivíduo que ostenta nas ações o que não revela nas palavras.

Fonte: CB, de 18 de novembro de 2021. Coluna "Visto, lido e ouvido".

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O TRINTÃO CULT 22

ENTREVISTA / MARCOS PINHEIRO

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Trinta anos de Cult 22, o que mudou musicalmente nesse período?

Muita coisa. O rock foi se multifacetando com o tempo. Do progressivo, punk e pós-punk que predominavam por aqui nos anos 1970 e 1980 , a cena brasiliense ganhou novas sonoridades já na década seguinte com o crescimento de estilos mais pesados (hardcore e heavy metal em variadas vertentes), do indie rock e das misturas com música brasileira, rap ou Black music em geral e eletrônica. Podemos dizer que essa diversidade continua presente na atual geração: ouve-se de tudo um pouco nas novas bandas ou nas antigas que se mantiveram na ativa.

A cidade perdeu o protagonismo nacional? Bandas como Scalene e Joe Silhueta mantêm a diversidade roqueira da capital?

O rock perdeu há algum tempo o protagonismo entre os jovens. E, para piorar, Brasília sofre regularmente com a carência de palcos para o som autoral, já que, grande parte dos bares, pubs e espaços prefere apostar no que pode dar retorno financeiro e de público – ou seja, em bandas/ artistas cover ou tributos. Mas isso não significa, de forma alguma, que não tenhamos mais bons nomes de rock na cidade. Pelo contrário: a cena continua rica e diversa, porém se ressente de maior visibilidade. E, logicamente, a baixa do rock na mídia nacional afeta demais. O Scalene se tornou o principal representante dessa nova geração e conseguiu se apresentar em grandes festivais como Rock in Rio e Lolapalooza, por exemplo. Conquistou muitos fãs pelo país, mesmo não tendo músicas tocando frequentemente nas rádios. O Joe Silhueta é uma das maiores revelações locais dos últimos anos em seu resgate dos psicodelismo mesclado a elementos tropicalistas e merece ganhar mais espaço nacional.

Gêneros como o sertanejo, o funk e até a pisadinha conquistaram o público jovem, como o rock se insere nessa disputa de fãs?

O rock tem perdido de goleada, infelizmente. Claro que esses movimentos são cíclicos e não concordo com a história de que o gênero “morreu”. Continua aí há quase 70 anos, e, volta e maia, dá um contragolpe nos críticos e céticos. Mas é fato também que faltam representantes internacionais de maior relevância para tentar reverter esse quadro. Na última década, em minha opinião, não surgiu nada que tenha despertado atenção maior da mídia e a paixão do público. Tem ótimas bandas, mas estão praticamente todas no uderground.

O Cult 22 tem uma programação especial para este fim de semana. Como tudo começou?

Sim. Vamos comemorar os 30 anos do programa ao longo do mês de outubro com uma série de cinco programas especiais reunindo atuais e antigos colaboradores, que vai ao ar todas as sexta-feiras, das 21h às 23h, pela Rádio Cultura FM (100.9MHz) e pela Radio Web Cult 22 (www.cult22.com), canal online que oficializamos no início de 2019. E, também vamos promover cinco festas virtuais todos os sábados, das 20h as 2h, com um total de 30 DJs, transmitidas exclusivamente pela radioweb. Devido às limitações ainda impostas pela pandemia, foi o que pudemos fazer até termos mais segurança para voltar com mais força aos eventos presenciais. O Cult 22 estreou em 4 de outubro de 1991, como objetivo de tocar o rock de todos os tempos e estilos. Afinal, se Brasília tinha a alcunha de capital do rock, precisava ter no mínimo um programa abrangente no gênero. Foi um projeto que começou comigo e com o jornalista Carlos Marcelo e que fizemos juntos até 1996. Devido aos compromissos profissionais, ele precisou se afastar, mas decidi continuar.

Você também é produtor, lançou coletâneas com bandas brasilienses, quais você destacaria?

Acho que a coletânea mais emblemática lançada pelo Cult 22 foi a Cult Cover Demo. Foi uma fita K7 lançada em outubro de 1993, por ocasião dos então dois anos do programa, que reuniu 12 bandas de Brasília fazendo versões de livre escolha. Teve de Mata Hari cantando The Velvet Underground a Raimundos, tocando Leandro e Leonardo. De Pravda reinterpretando Fábio Jr. a The Succulent Fly mandando Joy Division. De Low Dream acelerando uma balada de Tracy Chapman a DFC pervertendo The Cure ─ entre outros. Foi um marco para a cena do rock de Brasília da época. E ainda teve o CD Unculted, compilação acústica que saiu no fim de 1995, com quatro nomes locais, com direito a faixas extras de Pato Fu e Viper. Essas gravações e de outros lançamentos do programa estão disponíveis para audição e download em nosso site/blog. www.cult22.com.

Quais bandas novas você destacaria?

Além do Joe Silhueta, já comentado, e do próprio Scalene, gosto de Maria Sabina & a Pêia, Laika, Lupa, Rios Voadores, Almirante Shiva, Passo Largo, Mitsein, RoliMan (projeto novo do veterano Carlos Pinduca), Azzrok, Centropia, Ops, Adriah, Os Gatunos, Consuelo, Signo 13...Isso só para citar os que se revelaram de 2010 pra cá e estão na ativa. Outros nomes bacanas encerraram atividades nesse período de pandemia ─ ou resolveram “dar um tempo” ─, tais como Dona Cislene, o Tarot e Alarmes. Todos são bons exemplos do quanto ainda é rica nossa cena musical.

Fonte: CB, 30/09/2021, caderno Diversão&Arte, p. 23. Jornalista José Carlos Vieira

https://drive.google.com/file/d/1-ekqOm-fYCjxeYv9G1j1SZyWopWYWZxW/view?ths=true

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DEPUTADO RAFAEL PRUDENTE E DEPUTADO HERMETO PRESTIGIAM EVENTO DA BONAMI.

No último sábado, 25 de setembro, foi realizado evento de criação do instituto BONAMI, que tem por objetivo "enfatizar a arte, cultura, educação e perspectiva de vida para as presentes e futuras gerações".

De acordo com os organizadores do evento "é preciso retomar o fomento das expressões culturais no DF, pois é a cultura que unifica um povo, traz à memória o passado e sedimentam culto a nossos valores, e crenças coletivas.

O Deputado Hermeto esteve no evento e parabenizou os organizadores pela iniciativa, haja vista que o DF hoje sente falta de "eventos coletivos voltados para expressões culturais";

Deputado Hermeto prestigiando evento da BONAMI

O presidente da CLDF, Deputado Rafael Prudente, colocou seu gabinete à disposição para elaboração de propostas e projetos de fomento à Cultura no DF.

Presidente da CLDF, Dep Rafael Prudente

Por fim, o Sr Jairo, (MAJOR QOPM DA PMDF), enfatizou a trajetória dos organizadores até a criação do projeto BONAMI.

COMENTO

Parabéns aos envolvidos no projeto. De fato, é preciso retomar a agitada cena cultural do DF, praticamente "morta" já mesmo antes da Pandemia de Covid -19. Que possamos ter outros eventos desse porte. 2022 é logo alí...

Por Roner Gama

GALERIA

Major Jairo (Anfitrião do evento)

Presidente da CLDF em companhia de Oficiais da PMDF

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"UM GOVERNADOR PARA SER SOMENTE SEU"

Estamos no terceiro ano do governador Ibaneis Rocha, e a praticamente um ano e dois meses de início do período eleitoral.

Policiais e Bombeiros Militares estão insatisfeitos com o trato do Governador com as categorias militares, haja vista que até momento não se avançou em nenhuma proposta de alterações na carreira, além das constantes ameaças de perdas de direitos vindas de projetos que tramitam no Congresso Nacional.

Nesse cenário, sem perspectivas de mudanças, crescem movimentos de pré-candidatos com seus vídeos de indignação, sugestões, acusações mútuas, etc. Ações sem efeitos práticos.

Lembro-me que em 2009, ano de publicação da 12086/09, a lei foi aprovada e tínhamos apenas o Deputado Alberto Fraga na Câmara Federal, e ainda como suplente.

Qual a diferença? Por que com dois deputados distritais bem votados e aliados do Governador a coisa não engrena?

Talvez, a resposta esteja lá na formação do Governo Arruda. Em todo governo existem aqueles que o Governador irá ouvir, seja por afinidade, seja por uma necessidade imperiosa de deixar sua marca, ou ambas as situações.

Algumas figuras se destacavam naquele distante 2009, quando da edição da Lei 12086/09, cito Rui Gameira e Normando, além do próprio Alberto Fraga.

Os dois nobres policiais citados tinham acesso ao Governador, estavam em posições estratégicas no governo e tinham poder de sugestão.

No Governo Agnelo, também é possível citar o Cel Leão, chefe da Casa Militar que tinha uma boa relação com o Governador.

Hodiernamente, o atual Governador possui um aliado semelhante, de outra força policial, que acarretou no quase fim da Casa Militar, e no emperramento do avanço de nossas proposições.

Os Deputados Hermeto (PMDF) e Roosevelt Vilela (CBMDF), O Deputado Luiz Miranda, a Deputada Flávia Arruda, além de um oficial próximo ao Chefe do Executivo, e demais pré-candidatos não demonstraram até o momento qualquer poder de influência sobre o atual Governador, até porque sua eleição não dependeu diretamente desses atores.

O ideal, é que tivéssemos um Governador “nosso”, tal qual tínhamos Arruda. Mas, como estamos em “novos tempos”, ajudaria muito se nossos eleitos para a CLDF, além dos citados da Câmara Federal, estivessem ombreados em único propósito quando tratarem de nossas demandas. Já seria um sinal de que poderiam gerar alguma influência sobre IBaneiz Rocha.

Política de resultados é a verdadeira política.

Por Roner Gama

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ECONOMIA SURPREENDE

A se confirmar o resultado sinalizado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC – Br), praticamente todos os analistas de mercado do país erraram feio nos prognósticos para a Economia brasileira no primeiro trimestre deste ano. Na média, as previsões desses especialistas indicavam que haveria forte queda. Mas, contrariando as estimativas, o indicador do BC, tido como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, aponta para uma surpreendente alta de 2,3% na atividade produtiva nos três primeiros meses do ano.

Divulgado na última quinta-feira, o IBC-Br apurou que em março, na comparação com fevereiro, houve queda de 1,59%, a primeira após 10 meses de altas consecutivas. Contudo, ficou 6,26% acima de março de 2020. E, no confronto com o último trimestre do ano anterior, avançou 2,3%. Pela expectativa dos analistas, em março a economia desabaria 3,3%, em média , levando o PIB do primeiro trimestre para o campo negativo. Note-se que, em fevereiro, os analistas já haviam sido surpreendidos com a alta de 1,7% captada pelo indicador do Banco Central.

Em março, diante do agravamento da pandemia do novo coronavírus, da falta de vacinas e das medidas restritivas adotadas pelos governadores, os analistas dobraram a aposta na derrocada da economia e erraram mais uma vez. “No fundo, o que já tinha surpreendido foi a alta do IBC- Br de fevereiro. Entretanto, a queda de 1,59% (em março) também surpreendeu, pois a mediana das expectativas era de baixa de 3,3%. E, com a alta de 2,3% ante o quarto trimestre de 2020, as previsões iniciais de um PIB oficial negativo, no primeiro trimestre de 2021, foram frustradas”, analisou Eduardo Velho, economiasta-chefe da JF Trust Investimentos.

Diante do novo cenário, a maior parte dos analistas decidiu revisar para cima as projeções do PIB para 2021. A XP Investimentos, por exemplo, elevou para 4,1% e creditou a mudança de expectativa à “normalização” da economia brasileira de forma mais rápida do que o esperado. A MB Associados ajustou o viés para alta de 3,2%. E o Credit Suisse passou a apostar em elevação de 3,6%. O Itaú, que já havia revisto as previsões no início de março, desde os primeiros sinais de resiliência da indústria, projeta um crescimento de 4%.

Pela estimativa do mercado captada pelo último boletim do Banco Central, divulgado na terça-feira, a previsão subiu de 3,14% para 3,21%. No horizonte, sinais positivos – como a reação da indústria nacional, as exportações do agronegócio, o aumento da poupança dos brasileiros, a volta do pagamento do auxílio emergencial e indicadores de retomada da economia nos Estados Unidos, na China e em países da União Europeia ̶ reforçam o otimismo com um crescimento acima do esperado também no Brasil. Os números poderiam ser ainda maiores se o ritmo da vacinação no país hoje, não fosse ainda tão lento.

Fonte Correio Braziliense , domingo, 16 de maio de 2021, caderno Opinião, Visão do Correio.

COMENTO

Apesar de termos um maluco na Presidência da República, a economia do país reage de forma surpreendente, mais pelos esforços e necessidade do povo de retomada da vida à normalidade do que pelos esforços governamentais, mais preocupado com a reeleição e em se manter vivo politicamente.

Por Roner Gama

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